A criação do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia esteve associada à própria lei que regulamentou as atividades de ensino superior no Brasil, que determinava que os cursos de ensino superior possuíssem uma organização estudantil. Neste contexto, já estava previsto no Estatuto interno da Faculdade de Ciências Econômicas de Niterói, a existência do Diretório Acadêmico.
O D.A. foi fundado em março de 1943 por nossos ex-colegas do então curso da Faculdade de Ciências Econômicas de Niterói, precursora da atual Faculdade de Economia da UFF. Somente em 1949 recebeu o nome de Herrmann Júnior - quando em um plebiscito foi escolhido como seu patrono em detrimento do nome de Eugênio Gudin.
Frederico Herrmann Júnior foi professor da Escola de Comércio Álvares Penteado, da Faculdade de Ciências Econômicas de São Paulo e da Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas do Rio de Janeiro; fundou e presidiu a Ordem dos Economistas de São Paulo, foi diretor do Departamento de Fazenda do Município de São Paulo onde introduziu uma racionalização nos respectivos serviços, e que posteriormente foram considerados os mais perfeitos da América do Sul, o que lhe rendeu premiações; foi autor dos livros: “Análise Econômica e Financeira do Capital das Empresas”, “Organização Econômica e Financeira das Empresas Industriais”, “Funções Específicas dos Municípios” e “Ritmos Econômicos”.
Na década de 1940, Herrmann Júnior deu uma palestra na cidade de Niterói, o que foi muito importante para consolidação e difusão no Estado à ciência econômica e era o principal autor de manuais usados pelos alunos do nosso Curso, o que determinou sua vitória.
Infelizmente, boa parte do material histórico do DAHJ, perdeu-se ao longo do tempo, o que impossibilitou a reconstituição histórica de sua trajetória. Entretanto ainda foi possível resgatar alguns momentos de atuação do DAHJ, que tentaremos relatar aqui.
Com relação à luta pela aquisição de uma sede própria de nossa Faculdade, encontram nos arquivos do DAHJ, recortes de jornais que fazem referências ao fato, destacando-se a luta do Diretório e a mobilização por parte dos estudantes. A então Faculdade de Ciências Econômicas de Niterói, era um empreendimento de caráter particular, e estava ligada a Faculdade Plínio Leite, sendo este a entidade mantenedora da mesma até sua federalização e incorporação a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFERJ), nos anos sessenta. Após sua federalização, a Faculdade passou a funcionar em algumas salas na Escola Liceu Nilo Peçanha – Centro de Niterói, motivo este que impedia a expansão da mesma, bem como a melhoria das atividades. Buscando pressionar a compra da nova sede, dado o agravamento da situação e com a ameaça de despejo das instalações do Liceu que sofrera a Faculdade, os estudantes estabeleceram um indicativo de greve, que contava com o apoio de todas as faculdades e do DCE da então UFERJ (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), e da União Fluminense de Estudantes (UFE), e ameaçaram ocupar o prédio do então Instituto de Previdência Social (IPASE), localizado na Avenida Amaral Peixoto, e transformá-lo na nova sede da Faculdade de Ciências Econômicas.
A transferência da Faculdade para o Casarão de número 18 na Rua Tiradentes no Ingá, ocorrera com sua aquisição por parte do Ministério da Educação, no valor de vinte e cinco milhões de cruzeiros. Em um artigo no Jornal Última Hora - Ano XIII de 2 de setembro de 1963, nº 1249 – encontra-se uma entrevista do universitário Sérgio Hernandez, presidente do DAHJ deste período, em que contava que os estudantes haviam promovido na noite da inauguração da nova sede da Faculdade, uma grandiosa festa que contou com um baile de solenidade nos salões desta, e com uma queima de fogos de artifícios, que aliás, compararam com a queima de fogos feita no ano de 1960, na inauguração de Brasília.
Em um artigo datado de abril de 1979, e intitulado “Quem Escolherá o Novo Diretor da Escola ..... O S.N.I. ?”, o diretório questionava a lista sêxtupla, uma lista que conteria seis nomes indicados pelo Colegiado de Unidade, que seria remetida ao reitor, que por sua vez remeteria ao presidente para a escolha do novo diretor da então Faculdade de Economia e Administração (FEA). Este artigo, alertava para o fato da escolha eventualmente ser política e da não execução democrática da escolha. Citava como exemplo, o Sr. Eutacílio, diretor que estava no fim de seu mandato, que raramente dignava-se a aparecer na FEA e que no inicio de sua gestão havia demitido vários professores também por motivos no artigo citado como políticos.
CONTINUA...
O D.A. foi fundado em março de 1943 por nossos ex-colegas do então curso da Faculdade de Ciências Econômicas de Niterói, precursora da atual Faculdade de Economia da UFF. Somente em 1949 recebeu o nome de Herrmann Júnior - quando em um plebiscito foi escolhido como seu patrono em detrimento do nome de Eugênio Gudin.
Frederico Herrmann Júnior foi professor da Escola de Comércio Álvares Penteado, da Faculdade de Ciências Econômicas de São Paulo e da Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas do Rio de Janeiro; fundou e presidiu a Ordem dos Economistas de São Paulo, foi diretor do Departamento de Fazenda do Município de São Paulo onde introduziu uma racionalização nos respectivos serviços, e que posteriormente foram considerados os mais perfeitos da América do Sul, o que lhe rendeu premiações; foi autor dos livros: “Análise Econômica e Financeira do Capital das Empresas”, “Organização Econômica e Financeira das Empresas Industriais”, “Funções Específicas dos Municípios” e “Ritmos Econômicos”.
Na década de 1940, Herrmann Júnior deu uma palestra na cidade de Niterói, o que foi muito importante para consolidação e difusão no Estado à ciência econômica e era o principal autor de manuais usados pelos alunos do nosso Curso, o que determinou sua vitória.
Infelizmente, boa parte do material histórico do DAHJ, perdeu-se ao longo do tempo, o que impossibilitou a reconstituição histórica de sua trajetória. Entretanto ainda foi possível resgatar alguns momentos de atuação do DAHJ, que tentaremos relatar aqui.
Com relação à luta pela aquisição de uma sede própria de nossa Faculdade, encontram nos arquivos do DAHJ, recortes de jornais que fazem referências ao fato, destacando-se a luta do Diretório e a mobilização por parte dos estudantes. A então Faculdade de Ciências Econômicas de Niterói, era um empreendimento de caráter particular, e estava ligada a Faculdade Plínio Leite, sendo este a entidade mantenedora da mesma até sua federalização e incorporação a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFERJ), nos anos sessenta. Após sua federalização, a Faculdade passou a funcionar em algumas salas na Escola Liceu Nilo Peçanha – Centro de Niterói, motivo este que impedia a expansão da mesma, bem como a melhoria das atividades. Buscando pressionar a compra da nova sede, dado o agravamento da situação e com a ameaça de despejo das instalações do Liceu que sofrera a Faculdade, os estudantes estabeleceram um indicativo de greve, que contava com o apoio de todas as faculdades e do DCE da então UFERJ (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), e da União Fluminense de Estudantes (UFE), e ameaçaram ocupar o prédio do então Instituto de Previdência Social (IPASE), localizado na Avenida Amaral Peixoto, e transformá-lo na nova sede da Faculdade de Ciências Econômicas.
A transferência da Faculdade para o Casarão de número 18 na Rua Tiradentes no Ingá, ocorrera com sua aquisição por parte do Ministério da Educação, no valor de vinte e cinco milhões de cruzeiros. Em um artigo no Jornal Última Hora - Ano XIII de 2 de setembro de 1963, nº 1249 – encontra-se uma entrevista do universitário Sérgio Hernandez, presidente do DAHJ deste período, em que contava que os estudantes haviam promovido na noite da inauguração da nova sede da Faculdade, uma grandiosa festa que contou com um baile de solenidade nos salões desta, e com uma queima de fogos de artifícios, que aliás, compararam com a queima de fogos feita no ano de 1960, na inauguração de Brasília.
Em um artigo datado de abril de 1979, e intitulado “Quem Escolherá o Novo Diretor da Escola ..... O S.N.I. ?”, o diretório questionava a lista sêxtupla, uma lista que conteria seis nomes indicados pelo Colegiado de Unidade, que seria remetida ao reitor, que por sua vez remeteria ao presidente para a escolha do novo diretor da então Faculdade de Economia e Administração (FEA). Este artigo, alertava para o fato da escolha eventualmente ser política e da não execução democrática da escolha. Citava como exemplo, o Sr. Eutacílio, diretor que estava no fim de seu mandato, que raramente dignava-se a aparecer na FEA e que no inicio de sua gestão havia demitido vários professores também por motivos no artigo citado como políticos.
CONTINUA...
Nenhum comentário:
Postar um comentário